Flisol, Qualidade x Quantidade e o povo que faz o SL valer a pena

Sábado dia 24 de Abril tivemos no IFSC em Florianópolis a edição 2010 do FLISOL. O número de inscritos pelo sistema de inscrições é de 116 pessoas. Por conta da chuva nossa expectativa baixou bastante e o número de pessoas que realmente apareceu no evento foi de mais ou menos umas 40 pessoas. Muitos podem achar isso terrível, menos da metade dos inscritos. Eu vejo diferente.

Eu participo do Flisol e dos eventos de software livre de Florianópolis desde que me mudei pra cá, contribuindo com a maioria deles na organização com palestras ou instalações. Nunca na história desse país eu tinha visto tantos interessados no evento assim de uma hora pra outra. Afinal fizemos o lançamento faltando menos de um mês pro evento e o esforço de divulgação foi relativamente pequeno. 40 pessoas é mais ou menos o número de participantes dos primeiros anos, perdendo somente para os quase 70 do ultimo Flisol (um dia ensolarado). Uma vitória pro SL aqui em Santa Catarina com certeza.

No Flisol eu não precebo cadeiras vazias, as ocupadas é que importam.

Esses 40 são o público ideal para o Software Livre. São as pessoas que saem debaixo de chuva num sábado e pegam ônibus para ir pro evento. Estão realmente interessados. Desses 40 ainda temos uns poucos que fazem o SL ser a coisa mais divertida atualmente no ramo de TI que eu conheço. Eles são participativos, conversam, são gente boa, pagam cuca com pizza para os instaladores ou simplesmente vem conversar sobre coisas nerds. São doutores em matemática, pedagogos, programadores, sapateadores baianos, namoradas e namorados que foram arrastados pra lá e até figurinhas mais famosas como o Hélio Chissini pra falar sobre cerveja, musica e mal do Ubuntu. Não que alguém precise gostar de software livre pra ser gente boa, mas é dentro do SL que eu vejo isso ser praticamente mandatório.

O povo das instalações :) e a futura convertida ao Slackware. Força Melissa, arruma esse grub ae. o/

Nesses pequenos eventos que eu vejo os palestrantes nervosos e outros não tão nervosos que tem como único interesse o desenvolvimento do SL. Vejo palestras começarem sobre um tema e terminarem com outro devido ao incentivo da platéia. Outras terminam com perguntas respondidas por todos os presentes e temos uma palestra a parte sobre como funciona o movimento SL. Palestrantes de pés descalços e sentados enquanto escutam o que pessoas na platéia tem pra contribuir. Protocolo zero e conteúdo maravilhoso, isso pra mim é mais elegante que qualquer terno e gravata.

É por isso que o Flisol desse ano pra mim foi mais um grande sucesso. Não vou citar nomes por que são muitas as pessoas que merecem meu obrigado nesse post e eu não quero correr o risco de esquecer ninguém. :)

O palco não é o único ponto onde a atenção tem que estar voltada.

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One Response to “Flisol, Qualidade x Quantidade e o povo que faz o SL valer a pena”

  1. Marlei Grolli Says:

    Henrique, disse tudo sobre o evento. O público que esteve lá era, sem dúvida, do mais alto gabarito. O clima do evento (e não estou falando do tempo que não ajudou em nada) foi muito fraterno, saímos mais uma vez animados para fazer o próximo.

    Abraços

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